Depoimento de Giuseppe Ferrua na Ass. Com Ind de Anápolis em 18/11/09.
Sr Presidente da Associação Comercial Industrial de Anápolis,
É com muito pesar que estou aqui hoje dirigindo um apelo a todos os homens honrados desta associação, a todos aqueles que possuem um sentimento de justiça e de probidade nesta gloriosa cidade de Anápolis, e também às autoridades que tutelam o bem-estar e a segurança dos cidadãos anapolinos, para que meditem por um momento sobre este fato tremendamente triste e violento :
Meu pai foi atropelado no centro da cidade, quando atravessava a faixa de pedestres, por um motorista de ônibus da Tca e veio a falecer em seguida. Muito importante esclarecer que todas as provas até agora recolhidas demonstram sem nenhuma sombra de dúvida de que meu pai tomou todos os cuidados e precauções esperadas e necessárias para a travessia naquele local.
Além da conduta temerária do condutor, que as provas iniciais já evidenciam, mas cuja gravidade será oportunamente comprovada no processo, um dano moral, ainda pior e desprezível, pode ter sido cometido pela TCA:
num primeiro momento, a empresa se dispôs a arcar com as despesas iniciais. Entretanto, assim que ficou comprovada a necessidade de transferência do meu pai para uma U.T.I,, a empresa demorou injustificadamente a se decidir, sendo que essa decisão obviamente precisava ser urgente. Muito tempo depois, quando meu pai já tinha sido transferido apenas com os recursos da própria família, a empresa apresentou sua recusa em ajudar .
Nestes dias em que estive falando com varias pessoas sobre este fato, acabei fazendo uma espécie de pesquisa de opinião, e comprovei que a grande maioria da população de Anápolis está revoltada com o comportamento de alguns motoristas da TCA. Os comentários que recorrem com mais freqüência são “animais, insensíveis com a vida das pessoas”.
Os comentários dos entrevistados sobre a diretoria da TCA, na sua maioria, chegam a ser ofensivos e vou aqui dispensá-los, principalmente porque não podemos generalizar.
Preciso agora recolher-me na minha dor e dos meus familiares, e para concluir gostaria de fazer a leitura do comunicado enviado para imprensa, pedindo para o Senhor Presidente que este depoimento seja incluído integralmente na ata da reunião de hoje desta associação, na esperança que as pessoas sábias desta Associação possam refletir sobre a gravidade desta situação.
Comunicado:
Em Anápolis o perigo anda de ônibus.
No dia 7 de novembro de 2009, terminou tragicamente em Anápolis(Goiás, Brasil) a longa caminhada de Fiorenzo Ferrua.
Nascido em Pinerolo, província de Torino, em 1922, co-fundador do “Galup”, o tradicional panettone piemontês, vivia há muitos anos entre Itália e Brasil, que amava como sua segunda patria, onde fundou no fim dos anos sessenta o panettone Visconti.
Estava atualmente visitando o filho Giuseppe em Anápolis, e aqui ficava seis meses todos os anos.
No dia 28 de outubro, estava atravessando tranquilamente, na faixa de pedestres, tomando as precauções esperadas, a Av. Goiás, principal via da Cidade, no centro, quando foi atropelado estupidamente por um ônibus da empresa que faz serviço público de transporte.
Recolhido ao hospital com sérias fraturas, não conseguiu recuperar-se, vindo a falecer em 7 de novembro.
Deixa três filhos e 7 netos desconsolados.
O filho Giuseppe quer deixar uma alerta para a população de Anápolis e para as autoridades: “muito embora ainda não tenha sido concluído o laudo oficial, parece-nos que a estupidez e a grave falha humana do motorista, que no Boletim de Ocorrência declarou não ter visto a vitima, precisam ser corrigidas, bem como o comportamento da própria concessionária do serviço público, que se recusou a autorizar tempestivamente as despesas do hospital na hora em que mais precisava tomar decisões urgentes.”
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